Memórias de uma aprendiz
"Estranho o destino dessa jovem mulher, privada dela mesma, porém, tão sensível ao charme das coisas simples da vida..."
Sabe quando você quer escrever sobre algo, sobre alguém e não saem palavras, não saem letras, formas geométricas, silabas tônicas, formulas, não saem nada? É assim que eu me sinto, tomado pelas palavras que não consigo dizer, que não consigo pronunciar. Essas palavras me consomem, me deixam mais aflito, me deixa mais frágil.

O menino Charlie.  (via reverenciador)

Posted on Apr 11th (9:40pm), 1 week ago
Eu fiz de tudo pra você perceber que era eu.

Los Hermanos.   (via nevarias)

Posted on Apr 10th (7:50pm), 1 week ago
Faz de mim
tua poesia,
teu violão,
teu riso largo.
Faz de nós,
a sós,
uma canção
do coração.

Capitule. (via nevarias)

Posted on Apr 10th (7:28pm), 1 week ago
Mas ela é diferente, cara. Há quem diga que ela é leve como uma flor e explosiva como uma granada.

Nevarias. (via nevarias)

Posted on Apr 10th (8:56am), 1 week ago
Tua ausência
é a falência
do meu ser.

Nordestiana. (via nevarias)

Posted on Apr 8th (9:28pm), 1 week ago
Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Más há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.

William Shakespeare.   (via reverenciador)

Posted on Apr 8th (8:38pm), 1 week ago
O que me inspira é o cheiro de café quando acordo, os sonhos incompletos terminados na imaginação, música dos Beatles e abraços apertados de quem amo. As minhas blusas de frio (mesmo no calor), os paradoxos e cada poesia com gosto de simplicidade do Mário ou da Cecília. E a cada vez que abro a janela, mesmo em meio a tantos números cáusticos, inspiro um pouco de estrela e liberdade. Um pouco de paz que não pode ser escrito no meu drama, um tico de literatura que ainda não li nem mesmo em Pessoa. Eu me inspiro no reflexo dos óculos dele, nos olhos aquarélicos dos meus amigos. Em inventar palavras e desinventar realidades. No azul e no vermelho, e talvez também no roxo que é o elo entre mim e qualquer certeza. Eu me inspiro na falta de margem da máquina de escrever, nos rios de água gelada que correm nas entrelinhas. Em filmes e silêncios, preto-e-branco e cor do Sol. Nas cartas que eu envio e naquelas que eu não tive coragem, e em cada texto bonito que deve existir no mundo e nunca foi lido por ninguém. Em bibliotecas vazias e nunca sós, e na presença de todas as páginas grudadas em minha retina/rotina. Bala de café, nuvens, caramelos da casa da minha avó, nas memórias dos meus cachorros. No cheiro do mar, da terra molhada, de chuva e de pão de queijo que sai do forno. Em minhas viagens internas, em discos antigos, acordes do violão, azulejos, cavalos-marinhos, fotografia e metáforas. Me inspiro em coisas que você não entenderia, que eu não entendo, que são essencialmente loucuras dançando sob uma folha de papel. Em tudo que me faz bem sem dificuldade, bonito, simples e sem palavras difíceis que eu desconheço. Peço desculpas, mas é nisso que me inspiro. Não em egos inflados, política e assuntos sérios. Eu gosto da minha estranhice, dos pássaros que migram em meu peito e de viver assim: expirando o que eu sou (e o que eu não sei se sou).

Nota sem importância sobre a minha vida; unirversos (via azazias)

Posted on Apr 7th (11:42pm), 1 week ago
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